Tecendo Pontes Vivas: O Papel do Hubs Link na Transição Global
Weaving Living Bridges: The Role of a Hubs Link in the Global Transition
[Translated version below]
Quem Sou Eu: minha caminhada de Transição pessoal
Salve família global! Para aqueles que ainda não tive o prazer de conhecer, me chamo Melissa Bivar, do Hub Transition Brasil. Atualmente, estou como Hubs Link, ao lado dos queridos Sebastian (Transition Colombia) e Richard (Transition Londres).
Chegando aqui para me apresentar um pouco a vocês e quem sabe iniciar uma onda de apresentações!
Bom, me juntei ao movimento em 2011, ano marcado por uma transição profissional, e que acabei descobrindo ser uma profunda transição pessoal na minha vida: quando deixei o universo corporativo do setor de energia, óleo e gás, onde atuei por 16 anos, e iniciei minha jornada pessoal me colocando à serviço da vida. Nesse momento eu não tinha a menor ideia do que faria dali em diante. Mas estava aberta a descobrir. Muito curiosa com todos os novos universos de vida que se apresentavam pra mim. Como a vida é muito generosa, fui apresnetada ao Gaia Education, onde conheci o movimento da Transição e desde então, tudo fez muito sentido.
Passei a integrar o grupo local do Rio de Janeiro onde aprendi muito! Sou eternamente grata a minha parceria veterana de Transição que me recebeu, Claudia Arakaki.
Em busca de encontrar meios de sustentar minha nova vida, fundei minha empresa Social Contemporâneo, uma consultoria em design e redesign de projetos e negócios regenerativos, inspirada nos princípios do movimento da Transição. De lá pra cá, venho atuando com o Hub Brasil e meus dois grupos locais, Rio de Janeiro em Transicão e Vale das Videiras em Transição (Petrópolis) e desenvolvendo inúmeros projetos que propõem ambientes laboratoriais de colaboração profunda entre empreendedores e comunidade local, experimentando novas ferramentas de gestão, restauração ecológica e modelos econômicos disruptivos.
Mais recentemente, estou experimentando o ambiente da UMMA Hub de Negócios Regenerativos. A UMMA é um organismo vivo de colaboração profunda entre pessoas, organizações e iniciativas que trabalham pela regeneração da vida. Mais do que uma comunidade de empreendedores regenerativos, a UMMA funciona como um ecossitema relacional, onde diferentes talentos, experiências e propósitos se conectam de forma interdependente para co-criar projetos, aprendizagens, soluções e novas economias alinhadas aos sistemas vivos. Funcionamos em modelo Holacrático de colaboração profunda entre empreendimentos.
Em 2025 fui eleita para Hubs Link. Uma experiência totalmente nova para mim. Mas abracei o desafio que compartilhei com Rakesh ( já veterano!) com quem aprendi muito. Sigo aprendendo todos os dias.
O que significa ser um Hubs Link?
No Movimento de Transição, os grupos locais são o coração da mudança, e os Hubs nacionais ajudam a sustentar e fortalecer essa rede nos territórios. O papel do Hubs Link nasce justamente para cuidar das conexões entre esses Hubs e o movimento internacional.
Ser Hubs Link, para mim, é atuar como uma tecelã e polinizadora de relações. É apoiar a circulação de aprendizados, experiências e inspirações entre diferentes lugares, entendendo que uma prática local pode gerar impacto e inspiração em muitas outras partes do mundo.
Esse papel envolve criar espaços seguros de encontro e escuta, fortalecer conversas significativas e ajudar a construir pontes entre as realidades locais e a visão global do movimento.
No fundo, é um trabalho de cuidado com a vitalidade da rede, mantendo vivos os fluxos de colaboração, confiança e aprendizagem coletiva.
O papel do Link envolve:
- Promover Encontros: Criar espaços seguros para que os guardiões dos Hubs possam trocar experiências, dores e tecnologias sociais.
- Facilitar Conversas Significativas: Ir além da burocracia, mergulhando na escuta profunda para que a inteligência coletiva da rede internacional possa emergir.
- Construir Pontes Glocais: Traduzir as visões estratégicas do Transition Network International para a realidade pulsante dos Hubs locais e, inversamente, garantir que a voz dos territórios informe as decisões globais.
Meu Trabalho na Prática
Como Hubs Link, atuo como uma tecelã dentro desse organismo vivo. Meu trabalho é escutar atentamente a rede, perceber onde os fios estão mais frágeis, desconectados ou precisando de apoio, e ajudar a fortalecer as relações, os fluxos de colaboração e os espaços de participação.
Trabalho para que as práticas de governança sociocrática sejam cada vez mais acessíveis e vivas para todos os hubs, apoiando processos mais distribuídos, transparentes e colaborativos. Mais do que estruturas, buscamos cultivar confiança, pertencimento, autonomia e corresponsabilidade. E ampliar espaços de diálogo verdadeiro e profundo é essencial.
Acredito que nosso movimento é um organismo vivo em constante aprendizagem e adaptação evolutiva. Por isso, nosso papel como Hubs Links é apoiar a sustentar conexões significativas entre pessoas, territórios e iniciativas, garantindo que o movimento continue sendo uma ponte viva entre o presente e os futuros regenerativos que desejamos construir coletivamente.
Inspirações e Sonhos: O Horizonte Glocal
Minhas maiores inspirações vêm da natureza, da capacidade humana de se permitir aprender a colaborar e da potência que emerge quando criamos espaços seguros de confiança, escuta e pertencimento. Bebo das fontes da Pedagogia do Amor ( de Paulo Freire), do Design de Territorios Regenerativos (do Instituto REGENESIS) da REconomia (do Transition), Economia Regenerativa (Capital Institute), Fluxonomia 4D (Lala Deheinzelin) da Economia Donut (Kate Raworth) e do design de sistemas vivos de múltiplos autores e culturas ancestrais.
Acredito profundamente que a juventude precisa ser mais escutada, não apenas como “futuro”, mas como presença viva capaz de trazer novas perguntas, sensibilidades e caminhos para o agora. Por isso, busco apoiar a criação de ambientes onde jovens possam experimentar quem são com liberdade, construir vínculos significativos e participar ativamente da regeneração de seus territórios.
Meu sonho é ver territórios resilientes, onde a economia local seja um ato de cuidado, colaboração e reconexão com a vida. Atualmente, esse sonho ganha corpo no projeto Rio de Cima, em Petrópolis (Brasil), onde trabalhamos para restaurar o solo e a água por meio de uma aliança territorial de negócios regenerativos e jovens lideranças.
Sigamos Juntos, tecendo novos presentes.


Weaving Living Bridges: The Role of a Hubs Link in the Global Transition
Who I Am: My Personal Transition Journey
Greetings, global family! For those I haven’t yet had the pleasure of meeting, my name is Melissa Bivar, from the Transition Brazil Hub. I am currently serving as a Hubs Link alongside the dear Sebastian (Transition Colombia) and Richard (Transition London).
I’m arriving here to introduce myself a little, and perhaps to spark a wave of introductions from others too!
I joined the Transition movement in 2011, during a period marked by a professional transition that later revealed itself to be a profound personal transition in my life. After 16 years working in the corporate energy, oil, and gas sectors, I chose to leave that world behind and begin a journey of placing myself in service to life.
At that moment, I had no idea what would come next. But I was open to discovering. Deeply curious about the many new worlds of life unfolding before me. Life, being very generous, introduced me to Gaia Education, where I first encountered the Transition movement — and from then on, everything began to make sense.
I became part of the local Transition Rio group, where I learned immensely. I remain deeply grateful to my long-time Transition companion who welcomed me, Claudia Arakaki.
Seeking ways to sustain this new chapter of my life, I founded Social Contemporâneo, a consultancy dedicated to the design and redesign of regenerative projects and businesses inspired by Transition principles.
Since then, I have been actively involved with the Brazil Hub and with my two local groups: Rio de Janeiro em Transição and Vale das Videiras em Transição (Petrópolis) while developing projects that create living laboratories of deep collaboration between entrepreneurs and local communities, experimenting with new governance tools, ecological restoration practices, and disruptive economic models.
More recently, I have been cultivating the experience of UMMA Hub. UMMA is a living organism of deep collaboration among people, organizations, and initiatives working for the regeneration of life. More than a community of regenerative entrepreneurs, UMMA functions as a relational ecosystem where different talents, experiences, and purposes connect interdependently to co-create projects, learning processes, solutions, and new economies aligned with living systems. We operate through a Holacratic model of deep collaboration among enterprises.
In 2025, I was elected as a Hubs Link, a completely new experience for me. I embraced this challenge alongside Rakesh (already a veteran in the role!), from whom I learned so much. And I continue learning every single day.
What Does It Mean to Be a Hubs Link?
In the Transition Movement, local groups are the beating heart of change, while national Hubs help sustain and strengthen this network across territories. The role of the Hubs Link emerged precisely to care for the connections between these Hubs and the international movement.
For me, being a Hubs Link means acting as a weaver and pollinator of relationships. It means supporting the circulation of learnings, experiences, and inspirations between places — understanding that a local practice can inspire and impact many other parts of the world.
This role involves creating safe spaces for meeting and listening, strengthening meaningful conversations, and helping build bridges between local realities and the global vision of the movement.
At its core, it is work rooted in caring for the vitality of the network — keeping alive the flows of collaboration, trust, and collective learning.
The role of the Link includes:
- Fostering Gatherings: Creating safe spaces where Hub guardians can exchange experiences, challenges, and social technologies.
- Facilitating Meaningful Conversations: Moving beyond bureaucracy and into deep listening, allowing the collective intelligence of the international network to emerge.
- Building Glocal Bridges: Translating the strategic visions of the international Transition movement into the living realities of local Hubs — and ensuring that the voices of territories inform global decisions.
My Work in Practice
As a Hubs Link, I act as a weaver within this living organism. My work is to listen carefully to the network, perceive where the threads are weaker, disconnected, or in need of support, and help strengthen relationships, collaboration flows, and spaces for participation.
I work to make sociocratic governance practices increasingly accessible and alive for all Hubs, supporting more distributed, transparent, and collaborative processes. Beyond structures, we seek to cultivate trust, belonging, autonomy, and shared responsibility. Expanding spaces for deep and authentic dialogue is essential.
I believe our movement is a living organism in constant learning and evolutionary adaptation. That is why our role as Hubs Links is to help sustain meaningful connections among people, territories, and initiatives — ensuring that the movement remains a living bridge between the present and the regenerative futures we long to build together.
Inspirations and Dreams: The Glocal Horizon
My greatest inspirations come from nature, from the human capacity to learn collaboration, and from the power that emerges when we create safe spaces of trust, listening, and belonging.
I draw inspiration from the Pedagogy of Love of Paulo Freire, Regenerative Territory Design from the REGENESIS Institute, REconomy practices within Transition, Regenerative Economics from the Capital Institute, Fluxonomy 4D by Lala Deheinzelin, Doughnut Economics by Kate Raworth, and the design of living systems inspired by many authors and ancestral cultures.
I deeply believe that young people need to be more deeply listened to — not only as “the future,” but as a living presence capable of bringing new questions, sensitivities, and pathways for the present moment. That is why I seek to support the creation of environments where youth can freely explore who they are, build meaningful relationships, and actively participate in regenerating their territories.
My dream is to see resilient territories where local economies become acts of care, collaboration, and reconnection with life. Today, this dream takes shape through the Rio de Cima project in Petrópolis (Brazil), where we work to restore soil and water through a territorial alliance of regenerative businesses and young leaders.
Let's move forward together, weaving new presents.








